sexta-feira, 8 de junho de 2012

HUNGRIA



HUNGRIA

A Hungria é um dos mais tradicionais frequentadores do pódio olímpico e sempre obteve medalhas nas edições dos Jogos, inclusive com constante ganho de medalha de ouro. Somente em 1920, quando não foi convidada para os Jogos da Antuérpia por ter sido considerada nação agressora da Primeira Guerra Mundial, e em 1984, quando apoiou o boicote da União Soviética aos Jogos de Los Angeles, não conquistou medalha. Inicialmente, de 1896 a 1928, apresentou boas campanhas, variando seu total de medalhas entre 4 (1904) e 9 (várias vezes). A paritr de 1932, passou a atingir os dois dígitos no total de medalhas, chegando a 15 em 1932 e a 16 em 1936. Com a Segunda Guerra Mundial e o seu consequente domínio por parte da União Soviética, o país passou a trilhar o caminho do Socialismo, enfatizando os desempenhos esportivos. Com isso, houve um salto qualitativo nos seus resultados e já em 1948, em Londres, a Hungria rompeu a barreira das 20 medalhas, chegando a um total de 27. Porém, foi em 1952, em Helsinque, Finlândia, que a Hungria realizou a melhor campanha de sua história ao conquistar um total fantástico de 42 medalhas, incluindo 16 de ouro, 6 a menos do que a estreiante União Soviética. O país ficou na terceira posição no quadro de medalhas, atrás das duas superpotências, EUA e URSS. Em 1956, em Melbourne, Austrália, realizou outra boa campanha, mesmo sofrendo intervenção da União Soviética em seu território. Sob a influência da política esportiva socialista, a Hungria apresentou grandes resultados, como as 35 medalhas em Munique, em 1972, e as 32 na Cidade do México, em 1968. De 1948 a 1996, o país não não deixou seu total de medalhas baixar da casa das duas dezenas. Após o processo de declínio do socialismo, a Hungria ainda viveu grandes momentos esportivos em 1992, com 30 medalhas, e em 1996, já caindo para 21. Porém, a partir de 2000, não conseguiu mais atingir a casa das 20 medalhas, somando apenas 17, total que se repetiu também em 2004. Em 2008, o país caiu mais ainda e obteve apenas 10 medalhas, seu pior resultado desde 1932. Para Londres-2012 há esperança de que o país melhore em relação a 2008, já que nos mundiais que antecederam os Jogos de Londres, a Hungria somou 16 medalhas, 5 de ouro. Seus melhores desempenhos ocorreram na Canoagem, 3 medalhas, e na Natação, também 3 medalhas. Passaremos à análise das possibilidades de conquista de medalha pela Hungria nos Jogos Olímpicos de 2012 em Londres. ATLETISMO. A Hungria obteve uma medalha de prata no mundial de 2011. Em Londres-2012 deverá apresentar resultado parecido ou mesmo melhorá-lo levemente. Suas maiores esperanças de medalha se concentram nas provas masculinas de arremessos e lançamentos. Zoltán Kövágó, no lançamento de disco, é um sério candidato à medalha, assim como Krisztián Pars no lançamento de martelo. Pars foi o responsável pela única medalha de seu país no mundial de Atletismo de 2011. As mulheres não possuem qualquer chance de medalha. BADMINTON. Sem chance de medalha. BASQUETEBOL. Sem chance de medalha. BOXE. A Hungria obteve uma medalha de bronze no mundial feminino de 2010. Porém, não classificou nenhuma boxeadora para os Jogos de 2012. Entretanto, entre os homens, Miklós Varga (60 kg) e Zoltán Harcsa (75 kg) possuem condições de chegar ao pódio. CANOAGEM. A Hungria é uma das grandes forças da modalidade, rivalizando com a Alemanha pela liderança mundial. Entretanto, não fez uma boa figura no mundial de 2011, ficando apenas com 3 medalhas, 2 de ouro, algo não muito animador para os seus padrões. Em Londres-2012, poderá apresentar um desempenho mais significativo. Entre os homens, as esperanças de medalha se concentram no K2-1000m e na canoa individual, 1.000m, prova em que Attila Vajda é o atual campeão mundial. Entre as mulheres a situação é mais promissora, havendo possibilidade de medalha nas 4 provas do programa. Natasa Janics (K1-200m), Danuta Kozák (K1-500m), a dupla Szabo-Kozak (K2-500m) e a equipe de K4-500m, tricampeã mundial, são incontestáveis promessas de medalha para a Hungria. Nas provas individuais, o país ainda determinará quais serão suas representantes nos Jogos de 2012. CICLISMO. Sem chance de medalha. ESGRIMA. A Hungria já foi uma das potências mundiais da modalidade, mas perdeu muito espaço nos últimos tempos. No mundial de 2011, não obteve qualquer medalha. Para Londres-2012 há esperanças de medalha nas provas individuais, já que o país não classificou nenhuma equipe para os Jogos. Entre os homens, Géza Imre (espada) e Aron Szilagyi (sabre) possuem condições de conquistar medalha. Entre as mulheres, Emese Szász (espada) é a maior esperança de medalha. FUTEBOL. Sem chance de medalha. GINÁSTICA. A Hungria obteve uma medalha de ouro no campeonato mundial de 2011. Em Londres-2012 poderá repetir o mesmo resultado, já que, entre os homens, Krisztián Berki é o atual campeão mundial no cavalo com alças, tendo vencido a prova também no mundial de 2010. Não há outra esperança de medalha. HANDEBOL. A Hungria classificou apenas a equipe masculina para os Jogos de 2012 e parece pouco provável que tenha alguma chance de pódio. HIPISMO. Sem chance de medalha. HÓQUEI SOBRE A GRAMA. Sem chance de medalha. JUDÔ. A Hungria obteve 2 medalhas de bronze no mundial de 2011. Em Londres-2012 poderá apresentar desempenho semelhante. Entre os homens, Miklós Ungvári (66 kg) é a maior esperança de pódio. Já entre as mulheres a situação parece melhor. Eva Csernoviczki (48 kg) e Anett Mészáros (70 kg) são fortes apostas para a conquista de medalha, enquanto Hedvig Karakas (57 kg) poderá causar alguma surpresa. LEVANTAMENTO DE PESO. A Hungria obteve apenas uma vaga, na divisão masculina, para os Jogos Olímpicos de 2012. No atual cenário da modalidade, não terá chance de medalha em Londres-2012. LUTA GRECO-ROMANA. A Hungria não obteve medalha no mundial de 2011, mas é um país tradicional na modalidade. Em Londres-2012, possui chances remotas de medalha com Péter Módos (55 kg), Tamás Lörincz (66 kg) e Mihály Deák-Bardós (120 kg). LUTA LIVRE. A Hungria obteve uma medalha de prata no mundial de 2011, na disputa feminina, com Marianna Sastin (63 kg), que continua sendo a maior opção de pódio do país. Entre os homens, Gabor Hatos (74 kg) possui cahnces remotas de chegar ao pódio. NADO SINCRONIZADO. Sem chance de medalha. NATAÇÃO. A Hungria obteve 3 medalhas, 1 de ouro, no mundial de 2011. O país possui uma boa tradição na modalidade e deverá conquistar algumas medalhas em Londres-2012. Entre os homens, no estilo livre, Gergo Kis (1500m) é a única esperança de medalha. No estilo costas, Peter Bernek (200m) está entre os favoritos ao pódio. No estilo peito, Daniel Gyurta (100m e 200m) é um dos principais competidores do mundo, tendo maiores chances de medalha na distância de 200m. Gyurta foi campeão mundial em 2009 e 2011. No estilo borboleta, o multi-nadador László Cseh (100m e 200m) tem registrado marcas entre as melhores do mundo na temporada e poderá chegar ao pódio em ambas as provas. Seu compatriota Bence Biczó (200m) também é um competidor a ser considerado no estilo. No nado medley, László Cseh (200m e 400m) deverá novamente chegar ao pódio, como fez em Beijing-2008. Entretanto, ele é mais cotado para a distância de 200m, embora possa chegar ao pódio também na de 400m. Nos revezamentos, a Hungria não possui chances de medalha. Entre as mulheres, a situação também é promissora. No estilo livre, Eva Risztov e Boglarka Kapas (800m) possuem remotas chances de pódio. No estilo borboleta, Katinka Hosszu (200m) possui chances de medalha. No nado medley, Katinka Hosszu (200m e 400m) é promessa de medalha, com maiores possibilidades de pódio na distância maior. Sua compatriota Zsuzsanna Jakabos (400m) também poderá fazer boa figura nos Jogos. Nos revezamentos, o 4x200m, estilo livre é o de maiores possibilidades, mas dependerá de algum erro dos favoritos EUA, Austrália e China. PENTATLO MODERNO. A Hungria é uma das grandes potências mundiais da modalidade e deverá brigar por medalha em Londres-2012. No mundial de 2011, obteve 2 medalhas. Entre os homens, Adam Marosi e Robert Kasza são fortíssimos candidatos ao pódio. Marosi foi campeão mundial em 2009. Entre as mulheres, Sarolta Kovács poderá garantir uma medalha para a Hungria. PÓLO AQUÁTICO. A Hungria não obteve medalha no último campeonato mundial, em 2011, e nem tem se colocado entre as principais forças do mundo na atualidade. Terá que contar com sua tradição para chegar a uma medalha na competição masculina. Entre as mulheres, a situação é mais complicada, mas o pouco número de países participantes poderá ajudar a Hungria a surpreender. Porém, pelas últimas temporadas, parece improvável, em Londres-2012, a conquista de uma medalha pela Hungria no Pólo Aquático. REMO. Sem chance de medalha. SALTOS ORNAMENTAIS. Sem chance de medalha. TAEKWONDO. Sem chance de medalha. TÊNIS. Sem chance de medalha. TÊNIS DE MESA. Sem chance de medalha. TIRO AO ALVO. A Hungria obteve 2 medalhas, 1 de ouro, no campeonato mundial de 2010. Entretanto, para Londres-2012, deve registrar um desempenho pior, pois Peter Sidi, duas vezes medalhista no mundial, classificou-se apenas para a prova de carabina de ar. Richard Bognar tem alguma chance de medalha na fossa olímpica dupla. Entre as mulheres, nenhuma chance de medalha. TIRO COM ARCO. Sem chance de medalha. TRIATLO. Sem chance de medalha. VELA. Sem chance de medalha. VOLEIBOL. Sem chance de medalha. VOLEIBOL DE PRAIA. Sem chance de medalha.         

quinta-feira, 7 de junho de 2012

QUÊNIA



QUÊNIA

O Quênia é um país de praticamente uma única modalidade esportiva, no caso o Atletismo, mas que possui uma riquíssima história olímpica, por dominar amplamente e continuamente as provas em que exibe excelência. Em toda a história olímpica somente chegou ao pódio no Atletismo e no Boxe. Porém, sua excelência no Atletismo o coloca entre os grandes destaques dos Jogos Olímpicos. Além disso, Quênia e Etiópia são o lado forte da chamada África Negra, cuja pobreza e miséria é explorada amplamente nos meios de comunicação. Os feitos dos atletas quenianos servem para mostrar que aquela região do planeta não é formada apenas por gente pobre e faminta, mas por pessoas resistentes e capazes de feitos notáveis. O Quênia começou sua participação olímpica somente em 1956, em Melbourne, Austrália. Entretanto, já em 1964, em Tóquio, Japão, obteve sua primeira medalha olímpica, uma de bronze, na prova masculina de 800m. Em 1968, na Cidade do México, em plena altitude, demonstrou uma grande força ao conquistar 9 medalhas, 3 de ouro. Pela primeira vez conquistou medalha também no Boxe, modalidade que passou a garantir pódio para o Quênia juntamente com o Atletismo até 1988. Em 1972, em Munique, Alemanha Ocidental, novamente chegou a 9 medalhas, mas apenas 2 de ouro. Em 1976, apoiando o boicote da África Negra aos Jogos de Montreal, Canadá, e em 1980, apoiando o boicote dos EUA aos Jogos da União Soviética, esteve ausente das edições olímpicas. Voltou em 1984m em Los Angeles, mas para a conquista de apenas 3 medalhas, 1 de ouro. Em 1988, em Seul, Coreia do Sul, realizou a melhor campanha de sua história até então, somando 9 medalhas, 5 de ouro, quatro delas no Atletismo e uma no Boxe, a primeira de sua história fora do Atletismo. Em 1992, em Barcelona, Espanha, apenas com o Atletismo subindo no pódio, somou 8 medalhas, 2 de ouro. Em 1996, em Atlanta, a campanha foi pior, 8 medalhas, 1 de ouro. Entretanto, as mulheres conquistaram sua primeira medalha olímpica, iniciando um importante processo dentro do esporte queniano. Desde então, as mulheres sempre estiveram presentes no pódio. Em Sidney-2000 e Atenas-2004, conquistou 7 medalhas, sendo 2 de ouro em 2000 e uma em 2004. Entretanto, a grande atuação do Quênia na história olímpica ocorreu nos Jogos de 2008, em Beijing, na China, com a conquista de 14 medalhas, 6 delas de ouro. As mulheres foram responsáveis por 5 medalhas, sendo que 2 delas de ouro, chegando ao topo do pódio pela primeira vez na história e consolidando a grande revolução do esporte queniano. Em Londres-2012 a tendência é de que o Quênia consiga atingir desempenho parecido, já que nos mundiais até 2011 somou 17 medalhas, 7 delas de ouro. Porém, todas as suas conquistas vieram do Atletismo. Passaremos ao estudo das possibilidades de conquista de medalha por parte do Quênia nos Jogos Olímpicos de 2012. ATLETISMO. O Quênia obteve todas as suas 17 medalhas, 7 de ouro, nas competições de Atletismo do mundial de 2011. O país é a terceira força mundial da modalidade, duelando com a Rússia pelo segundo posto. Domina as provas de meio-fundo e de fundo tanto entre os homens quanto entre as mulheres. Entre os homens, na disputa de 800m, David Rudisha, campeão mundial em 2011 e líder do ranking mundial de 2009 a 2011, é o grande favorito à medalha de ouro. Deverá ser acompanhado por Leonard Kosencha e Job Kinyor. Na de 1500m, Asbel Kiprop, campeão olímpico de 2008 e mundial de 2011, Silas Kiplagat, líder do ranking mundial de 2010, e Nixon Chepseba, terceiro no ranking mundial de 2011, são fortíssimos candidatos ao pódio. Na competição de 5.000m, Isiah Koech, terceiro colocado no ranking mundial de 2011, e Vincent Chepkok, segundo colocado no ranking mundial de 2010, são nomes fortes para entrar na briga contra o norte-americano Lagat, o britânico Farah e os etíopes. Há ainda Eliud kipchoge, líder do ranking mundial de 2010. Na de 10.000m, Wilson Kiprop e Moses Masai tentarão a vitória numa prova que o Quênia só venceu em 1968, com Naftali Temu. Na Maratona, o bicampeão mundial Abel Kirui é o grande favorito à conquista da medalha de ouro e terá a companhia de Moses Mosop e Wilson Kipsang. Na prova de 3.000m com obstáculos, Paul Kipsiele Koech, Richard Mateelong, Brimin Kipruto, Ezekiel Kemboi ou qualquer outro classificado na equipe queniana, deverão manter a invencibilidade do país na prova, algo que perdura desde 1968. Entre as mulheres, o Quênia também deverá se empanturrar de medalhas. Na prova de 800m, Pamela Jelimo, campeã olímpica em 2008, e Janeth Jepkosgei, medalhista nos mundiais de 2009 e 2011, serão fortes candidatas ao pódio. Na distância de 1.500m, Hellen Obiri é uma grata surpresa na prova e poderá atuar juntamente com Faith Kipyegon e Nncy Lagat, campeã olímpica em 2008. Na prova de 5.000m, Vivian Cheruiyot, campeã mundial em 2009 e 2011, é candidata à medalha de ouro e poderá estar acompanhada no pódio das compatriotas Sally Kipyego, Viola Kibiwot ou Sylvia Kibet.  Na distância de 10.000m, Vivian Cheruiyot, campeã mundial em 2011, Sally Kipyego, Linet Masai e Florence Kiplagat são fortíssimas candidatas ao pódio. No mundial de 2011, Cheruiyot, Kipyego e Masai monopolizaram o pódio. Na Maratona, Edna Kiplagat, campeã mundial em 2011, Priscah Jeptoo, prata no mundial de 2011, e Mary Keitany, atual líder do ranking mundial, tentarão monopolizar o pódio. Na prova de 3.000m com obstáculos, Milcah Cheywa, bronze nos mundiais de 2009 e 2011 e líder do ranking mundial de 2012, poderá obter a primeira medalha de ouro do Quênia na versão feminina de uma prova que o país domina desde 1968 entre os homens. BADMINTON, BASQUETEBOL, BOXE, CANOAGEM, CICLISMO, ESGRIMA, FUTEBOL, GINÁSTICA, HANDEBOL, HIPISMO, HÓQUEI SOBRE A GRAMA, JUDÔ, LEVANTAMENTO DE PESO, LUTA GRECO-ROMANA, LUTA LIVRE, NADO SINCRONIZADO. Sem chance de medalha. NATAÇÃO. O Quênia possui um bom representante na prova masculina de 100m, estilo borboleta. Trata-se de Jason Dunford, que poderá chegar à final olímpica. PENTATLO MODERNO, PÓLO AQUÁTICO, REMO, SALTOS ORNAMENTAIS, TAEKWONDO, TÊNIS, TÊNIS DE MESA, TIRO AO ALVO, TIRO COM ARCO, TRIATLO, VELA, VOLEIBOL E VOLEIBOL DE PRAIA. Sem chance de medalha.     

BRASIL



BRASIL

O Brasil é um dos países que mais evoluíram dentro do quadro de medalhas olímpico. Por muito tempo realizou participações discretas dentro dos Jogos Olímpicos, ficando muito abaixo nos quadros de medalhas. Sua estreia olímpica ocorreu na edição de 1920, na Antuérpia, Bélgica, ano em que conquistou 3 medalhas, todas elas no Tiro ao Alvo. Entretanto, não houve um trabalho de continuidade e o país ficou sem medalha no período de 1924 a 1936, sendo que sequer participou dos Jogos de 1928. Depois da Segunda Guerra Mundial, o Brasil nunca mais deixou de conquistar medalha nas edições olímpicas, ainda que subisse no pódio para receber uma única medalha, como ocorreu em 1948, 1956 e 1964. No período de 1948 a 1976, suas participações olímpicas foram medíocres, com o total de medalhas variando entre uma e três medalhas. A partir dos anos 80 a situação brasileira melhorou um pouco, embora influenciada pelos boicotes de 1980 e 1984. Em 1980, o Brasil estabeleceu um novo recorde de medalhas, chegando a um total de 4, sendo 2 delas de ouro. As duas vitórias brasileiras ocorreram na Vela, esporte prejudicadíssimo pelo boicote dos países da Europa Ocidental e dos EUA. Em 1984, em Los Angeles, novamente com influência do boicote, dessa vez dos países do Bloco Socialista, liderados pela União Soviética, o Brasil estabeleceu um novo recorde de medalhas, chegando a um total de 8, sendo apenas uma delas de ouro. As conquistas das medalhas do Judô, do Futebol e até mesmo a do Voleibol, foram facilitadas pela ausência de fortíssimos adversários. Em 1988, porém, em Seul, Coreia do Sul, o Brasil realizou uma grande atuação para os seus padrões, conquistando um total de 6 medalhas, 1 de ouro. Em 1992, em Barcelona, mesmo com os países do Bloco Socialista em decadência, o país realizou uma fraca campanha, conquistando apenas 3 medalhas, embora duas delas de ouro. A partir de 1996, entretanto, o Brasil passou por uma grande evolução, atingindo um nível de esportivo intermediário no quadro de medalhas. Com uma atuação excelente, estabeleceu, nos Jogos de Atlanta, novos recordes de medalha no total, com 15, e em número de medalhas de ouro, com 3. Foi um resultado arrebatador, e que colocou o Brasil numa situação de destaque, pois o país praticamente dobrou o número de medalhas de sua melhor atuação olímpica até então. Em 2000, em Sidney, o país demonstrou regularidade e chegou a 12 medalhas, embora não tenha conquistado nenhuma de ouro. A imprensa criticou bastante a atuação brasileira, mas uma análise mais técnica comprova a evolução do país, que novamente chegou aos dois dígitos no total de medalhas. Em 2004, em Atenas, o Brasil piorou seu total de medalhas, caindo para 10, mas estabeceleu um novo recorde de medalhas de ouro, chegando 5 vezes ao lugar mais alto do pódio. Em 2008, em Beijng, China, o Brasil teve uma excelente atuação, igualando seu recorde de medalhas, com 15 no total, e chegando a 3 medalhas de ouro. Em 2009, a cidade brasileira do Rio de Janeiro foi escolhida para sediar os Jogos Olímpicos de 2016 e esse acontecimento promete elevar ainda mais o nível do esporte do país. Para Londres-2012, o Brasil espera estabelecer novos recordes de medalhas, principalmente no total. E pelos resultados apresentados nos últimos mundiais há grande probabilidade de que isso ocorra. Nos campeonatos mundiais que antecederam os Jogos de Londres, considerando 2011 como data limite, o Brasil somou um total de 17 medalhas, 7 delas de ouro, com destaque para o Judô, com 5 medalhas, e para o Voleibol de Praia, com 3 medalhas, 2 de ouro. Entretanto, dignas de registro foram as conquistas de 2 medalhas tanto no Boxe, incluindo uma inédita de ouro, quanto na Ginástica. O país ainda tem muito a evoluir, mas seu esporte, como um todo, está se consolidando e em algumas modalidades já não é o "patinho feio" de outras épocas. Passaremos a análise das possibilidades de conquista de medalhas pelo Brasil em Londres-2012. ATLETISMO. O Brasil obteve uma medalha de ouro, a primeira de sua história, no campeonato mundial de 2011. Em Londres-2012 ,terá muitas dificuldades para repetir seu resultado, mas possui algumas chances, ainda que remotas, de medalha. Entre os homens, Marilson dos Santos terá que contar com muita sorte para surpreender os poderosos africanos na maratona. Mauro Vinícius da Silva, no salto em distância, foi campeão mundial indoor em 2012, mas ainda precisa de saltos mais consistentes e também romper a barreira dos 8.30m para poder pensar em medalha. Jonathan Silva surpreendeu ao alcançar a marca de 17.39m no salto triplo, mas precisa repetir seus resultados para ter chance de ir à final e lutar por medalha, embora possua chances remotas de pódio. A equipe de revezamento 4x100m possui condições de brigar, no máximo, por uma medalha de bronze, pois Jamaica e EUA deverão disputar a medalha de ouro. Entre as mulheres, as chances de pódio são mais reais, principalmente nas provas de saltos. Fabiana Murer, campeã mundial em 2011, é candidata ao pódio, mas terá que repetir seu melhor resultado para pensar em medalha. Não vem muito bem na temporada, o que não é bom pelo fato de sua prova ter várias competidoras com resultados significativos. Maurren Higa Maggi, campeã olímpica em 2008, é outra forte candidata ao pódio, embora a prova hoje seja dominada pela norte-americana Brittney Reese. Se estiver num bom dia, poderá chegar ao pódio. Já no revezamento 4x100m, o Brasil poderá brigar por medalha, por estar num nível muito próximo das demais equipes do mundo, à exceção de EUA e Jamaica. BADMINTON. Sem chance de medalha. BASQUETEBOL. O Brasil não é uma das forças mundiais, mas melhorou muito nos últimos tempos com a equipe masculina, que retornou aos Jogos Olímpicos depois de estar ausente em 3 edições. Poderá, remotamente, brigar por uma medalha. Já a equipe feminina dificilmente chegará ao pódio, embora tenha chances de encarar de igual para igual a maioria das seleções do mundo. BOXE. O Brasil foi a grande surpresa do campeonato mundial de 2011 ao conquistar 2 medalhas, 1 de ouro e outra de bronze. A medalha de ouro foi um feito inédito do país e o colocou na condição de candidato à medalha também nos Jogos Olímpicos. Há esperanças de medalha tanto na divisão masculina quanto na feminina. Entre os homens, Everton Lopes (64 kg), campeão mundial, é o principal favorito à conquista de uma medalha em Londres-2012. Porém, deverá ser muito estudado pelos seus adversários, não contando mais como o fator surpresa. Esquiva Falcão Florentino (75 kg), medalhista de bronze no mudnial de 2011, também é forte candidato ao pódio. Entretanto, a equipe é bastante coesa e outros boxeadores aparecem com razoáveis chances de obter medalha. Dentre eles temos Robson Conceição (60 kg), que havia superado o grande ucraniano Vasyl Lomatchenko no mundial de 2011, mas acabou tendo o resultado de sua luta revertido, e Yamaguchi Florentino (81 kg). Entre as mulheres, Roseli Feitosa (75 kg) pode chegar ao pódio, já que traz em seu currículo o título mundial na categoria até 81 kg no mundial de 2010. Já Adriana Araújo (60 kg) poderá se valer da pouca participação feminina na modalidade para chegar a uma medalha. CANOAGEM. Sem chance de medalha. CICLISMO. Sem chance de medalha. ESGRIMA. Sem chance de medalha. FUTEBOL. O Brasil chega aos Jogos Olímpicos de Londres-2012 em condições de obter medalha tanto entre os homens quanto entre as mulheres. A equipe masculina foi campeã mundial sub-20 em 2011 e é favoritíssima à conquista da medalha de ouro, dividindo a condição com a Espanha. Com os telentosos Oscar, Neymar e Pato a equipe pode enfim obter o único título que lhe falta, o de campeão olímpico. Já a equipe feminina terá grande obstáculos pela frente, embora a temível Alemannha tenha ficado para trás. Entretanto, novas forças como Japão e França, além dos tradicionais EUA e do anfitrião Reino Unido, dificultarão o caminho brasileiro em busca de uma medalha. GINÁSTICA. O Brasil obteve 2 medalhas, nenhuma de ouro, no mundial de 2011. O país tem evoluído enormemente na modalidade, com conquistas em campeonatos mundiais. Entretanto, falta-lhe uma medalha olímpica, que ficou próxima em 2004, com Daiane dos Santos, e em 2008, com Diego Hypolito, ambos nos exercícios de solo. Em Londres-2012, as chances de medalha do Brasil são grandes. Entre os homens, Diego Hypolito novamente aparece como candidato ao pódio nos exercícios de solo, mas não tão bem quanto em 2008. Outra grande esperança de medalha é Arthur Zanetti, que ficou com a medalha de prata nas argolas no mundial de 2011. Entre as mulheres, Jade Barbosa possui boas condições de conquistar uma medalha na prova de salto. Daiane dos Santos e Daniele Hypolito não possuem chances de medalha. HANDEBOL. O Brasil classificou apenas a equipe feminina para os Jogos Olímpicos de Londres. No mundial de 2011, ficou em quinto lugar, incluindo uma vitória sobre a multicampeã mundial Rússia. Entretanto, a disputa nos Jogos Olímpicos será mais intensa e a conquista de uma medalha parece algo ainda distante. HIPISMO. O Brasil não obteve medalha no mundial de 2010, mas realizou uma boa campanha, ficando em quarto lugar na disputa por equipes de saltos e também na prova individual, com Rodrigo Pessoa. Portanto, há possibilidades de medalha nas provas de saltos, tanto na individual quanto na de equipes. Rodrigo Pessoa foi campeão olímpico em 2004 e a equipe do Brasil ficou com a medalha olímpica de bronze nos saltos em 1996, em Atlanta, e em 2000, em Sidney. Álvaro Miranda Neto, o Doda, também possui condições de medalhar na prova individual. HÓQUEI SOBRE A GRAMA. Sem chance de medalha. JUDÔ. O Brasil vem se firmando como uma das principais forças do mundo na modalidade, principalmente em razão do desenvolvimento de sua equipe feminina. No último mundial, em 2011, o Brasil conquistou um total de 5 medalhas, nenhuma de ouro, 3 com as mulheres e 2 com os homens. Além dos atletas medalhistas, que naturalmente serão candidatos ao pódio em Londres-2012, há outros judocas em condições de obter medalha. Entre os homens, os principais favoritos ao pódio da delegação brasileira são Leandro Cunha (66 kg), prata nos mundiais de 2010 e 2011, e Leandro Guilheiro (81 kg), medalhista olímpico em 2004 e 2008 e nos mundiais de 2010 e 2011. Porém, Tiago Camilo (90 kg), medalhista olímpico em 2000 e 2008, e Luciano Correa (100 kg) também possuem fortes possibilidades de alcançar uma medalha. Entre as mulheres houve uma grande revolução no Judô brasileiro desde a medalha conquistada por Keitlin Quadros nos Jogos Olímpicos de 2008. A partir de então a escalada do Brasil foi fantástica, com 2 medalhas conquistadas no mundial de 2010 e 3 no de 2011. As principais candidatas ao pódio olímpico são Sarah Menezes (48 kg), medalha de bronze nos mundiais de 2010 e 2011, Rafaela Silva (57 kg), bronze no mundial de 2011, e Mayra Aguiar (78 kg), prata no mundial de 2010 e bronze no de 2011. Entretanto, Erika Miranda (52 kg) também poderá chegar ao pódio. De certa forma, o Brasil terá umas 8 possibilidades de medalha em Londres-2012. Isso não significa que outros judocas brasileiros não possam surpreender, já que a escola brasileira costuma revelar talentos e causar surpresas nos Jogos Olímpicos. LEVANTAMENTO DE PESO. Sem chance de medalha. LUTA GRECO-ROMANA. Sem chance de medalha. LUTA LIVRE. Sem chance de medalha. NADO SINCRONIZADO. Sem chance de medalha. NATAÇÃO. O Brasil obteve uma medalha de ouro no campeonato mundial de 2011. O país tem evoluído bastante na modalidade e tem conseguido colocar nadadores entre os melhores do mundo em várias provas, embora ainda haja uma relativa distância em relação às grandes forças, como China, França, Reino Unido e Austrália. Os EUA, grande superpotência, dispensam comentários. Entre os homens, os competidores brasileiros tem conseguido bons resultados nos 4 estilos, mas as chances reais de medalha olímpica em Londres não são muitas. No estilo livre, Cesar Cielo (50m e 100m) é o principal nome do país e candidatíssimo à medalha de ouro na prova de 50m. Na de 100m, poderá brigar por medalha, mas está um pouco distante dos australianos. Bruno Fratus (50m) é outro forte concorrente ao pódio, principalmente depois do segundo lugar no ranking mundial de 2011. O revezamento 4x100m poderá brigar por uma posição no pódio, embora Austrália, EUA e França estejam num patamar mais elevado. No nado de costas não há chances de medalha, enquanto, no estilo borboleta, Kaio Almeida possui remotas possibilidades de medalha. No nado de peito, o Brasil evoluiu bastante nos últimos anos e Felipe França Silva, especialista na distância de 50m, tem se especializado na prova de 100m em busca de uma medalha olímpica. Outro Felipe, o Lima, também poderá causar alguma surpresa. No nado medley, Thiago Pereira (200m e 400m) novamente se encontra entre o húngaro László Cseh e os poderosos norte-americanos Lochte e Phelps. Suas maiores chances de medalha estão na prova de 200m, mas terá que se conformar com uma possível medalha de bronze porque a de ouro e a de prata serão disputadas pelos imbatíveis norte-americanos Michael Phelps e Ryan Lochte. O revezamento 4x100m, medley, poderá realizar uma boa atuação, mas terá reduzidíssimas chances de medalha. Entre as mulheres, as chances de medalha ficam restritas a Poliana Okimoto, competidora da prova de 10km, estilo livre, em mar aberto. PENTATLO MODERNO. O Brasil poderá ter alguma esperança de pódio na prova feminina, com Yane Marques, 6ª colocada no mundial de 2010 e 7ª no de 2011. PÓLO AQUÁTICO. Sem chance de medalha. REMO. Sem chance de medalha, embora Fabiana Beltrame, campeã mundial no esquife individual em 2011, peso leve, prova não olímpica, esteja competindo na prova de esquife duplo leve ao lado de Luana Bartholo. SALTOS ORNAMENTAIS. O Brasil não tem chance de medalha, mas Cesar Castro poderá fazer uma boa campanha na prova de trampolim. TAEKWONDO. O Brasil não obteve medalha no mundial de 2011, mas possui condições de chegar ao pódio tanto na divisão masculina, com Diogo Silva (68 kg), bronze no pré-olímpico de 2011, quanto na feminina, com Natalia Falavigna Silva (+67 kg), medalhista olímpica em 2008 e no mundial de 2009. TÊNIS. Sem chance de medalha. TÊNIS DE MESA. Sem chance de medalha. TIRO AO ALVO. Sem chance de medalha. TIRO COM ARCO. Sem chance de medalha. TRIATLO. Sem chance de medalha. VELA. O Brasil é um país tradicional na modalidade, mas não chega a ser uma potência. Costuma revelar grandes velejadores e alcançar o pódio. Possui dois dos maiores velejadores da história, Torben Grael, maior medalhista olímpico da Vela, e Robert Scheidt, que está a caminho de desbancar Grael nesta condição. A Vela é o esporte que mais medalhas garantiu ao Brasil em Jogos Olímpicos, com um total de 16 medalhas, 6 de ouro. Entretanto, as chances de medalha em Londres-2012 praticamente se reduzem à favoritíssima dupla Robert Scheidt e Bruno Prada, que birgarão pela medalha de ouro na classe Star. Ricardo Winick, na Prancha masculina, e Ana Luiza Barbachan e Fernanda Oliveira, na classe 470, só chegarão ao pódio se ocorrerem zebras. Fernanda Oliveira foi medalhista de bronze com Isabel Swan em 2008. VOLEIBOL. O Brasil obteve 2 medalhas no mundial de 2010, sagrando-se campeão no torneio masculino e ficando com o segundo lugar no feminino. Em Londres-2012, o caminho brasileiro estará um pouco mais complicado. Entre os homens, a Rússia e a Polônia evoluíram bastante nos últimos tempos. A Rússia foi campeã da Liga Mundial e da Copa do Mundo em 2011, tornando-se favorita à medalha de ouro em Londres-2012. Além disso, a seleção brasileira vem enfrentando algumas dificuldades na atual temporada, sofrendo derrotas inesperadas na Liga Mundial. Entre as mulheres, a situação é a mesma. EUA e Itália parecem estar num nível mais elevado do que o Brasil, mas a equipe ainda possui condições de equilibrar os jogos com as rivais. Repetir a medalha de ouro de 2008 parece improvável, mas equipe continua entre as melhores do mundo. Dficilmente ficará fora do pódio. VOLEIBOL DE PRAIA. O Brasil teve uma excelente atuação no mundial de 2011 com a conquista de 3 medalhas, 2 de ouro. Foi campeão tanto na disputa masculina quanto na feminina, assumindo a condição de favorito ao pódio nos Jogos Olímpicos de Londres-2012. Entre os homens, a dupla Alison e Emanuel é candidata à medalha de ouro e deverá brigar fortemente com os norte-americanos campeões olímpicos Dallhausser-Rogers. A outra dupla brasileira deverá ser formada por Pedro Cunha e Ricardo, que deverá se classificar diante de Pedro Solberg e Márcio. Em 2011, a dupla Ricardo-Márcio ficou com a medalha de prata no campeonato mundial. Entretanto, a união não durou até os Jogos Olímpicos. Entre as mulheres, a dupla Larissa-Juliana, campeã mundial em 2011 e líder do ranking mundial de 2009 a 2011, é candidata à medalha de ouro, mas terá uma forte resistência da dupla norte-americana May-Treanor-Walsh. A outra dupla brasileira, Talita-Antonelli, também possui condições de chegar ao pódio, brigando com chinesas e norte-americanas. 

terça-feira, 5 de junho de 2012

BIELORRÚSSIA



BIELORRÚSSIA

A Bielorrússia possui uma história recente dentro do movimento Olímpico, na condição de país independente. Integrou a então poderosa União Soviética entre 1952 e 1992, sendo umas das suas principais repúblicas na conquista de medalhas. Em 1994, nos Jogos de Inverno de Lillehammer, na Noruega, estreiou no universo olímpico como país independente. Mas participou de sua primeira edição olímpica de Verão em 1996, em Atlanta, EUA. Na ocasião, somou 15 medalhas, 1 de ouro. Posteriormente, na edição de Sidney, Austrália, em 2000, melhorou seu desempenho, com 17 medalhas no total, incluindo 3 de ouro. Em 2004, em Atenas, Grécia, piorou seu resultado no total, voltando a 15 medalhas, 2 de ouro. Finalmente, em 2008, em Beijing, China, registrou o melhor resultado de sua recente história, com um total de 19 medalhas, 4 de ouro. Em Londres-2012, a Bielorrússia poderá estabelecer um novo recorde de medalhas, pois obteve um total de 18, sendo 5 delas de ouro, nos mundiais que antecederam os Jogos de 2012. A Luta, com 5 medalhas, e o Tiro ao alvo, com 2, foram os esportes com melhor desempenho para o país. Como resultado de seu passado soviético, o país possui uma boa versatilidade esportiva, conseguindo destacar-se em várias modalidades. Passaremos à análise das possibilidades de medalha da Bielorrússia em cada modalidade esportiva. ATLETISMO. A Bielorrússia obteve 2 medalhas, nenhuma de ouro, no mundial de 2011. Poderá obter um maior número de medalhas, principalmente nas provas de arremessos e lançamentos. Entre os homens, as maiores chances de medalhas estão nos arremessos e lançamentos, com Andrei Mikhnevitch (peso), Ivan Tsikhan (martelo), que voltou de uma suspensão por doping e lidera o ranking mundial este ano, e Pavel Kryvitski (martelo). Além deles, há possibilidades remotas de medalha com Andrei Krautchanka (decatlo). Entre as mulheres, as opções de pódio são mais variadas, com Sviatlana Usovitch (800m) nas corridas, Veronika Shutkova (distância) e Kseniya Dziatsuk (triplo) nos saltos, Nadzeya Ostaptchuk (peso), Natallia Mikhnevitch (peso) e Aksana Miankova (martelo) nos arremessos e lançamentos. BADMINTON. Sem chance de medalha. BASQUETEBOL. Sem chance de medalha. BOXE. A Bielorrússia obteve uma medalha de bronze no mundial de 2011. Em Londres-2012, as chances de medalha são reduzidas, sendo que apenas Siarhei Karneyeu (91 kg) tem realmente chances de chegar ao pódio. CANOAGEM. A Bielorrússia obteve apenas duas medalhas de bronze no campeonato mundial de 2011, embora tenha se destacado nos Jogos Olímpicos de 2008, com 3 medalhas, 2 de ouro. Em Londres-2012 as chances de medalha serão menores, principalmente após a confirmação da ausência da equipe ganhadora da prova de K4-1000m em 2008. Ainda assim, entre os homens, Aleh Yurenia (K1-1000m), a dupla Makhneu-Piatrushenka (K2-200m), Aliaksandr Zhukouski (C1-1000m) e a dupla dos irmãos Bahdanovitch (C2-1000m), campeões olímpicos em 2008, poderão chegar ao pódio. Entre as mulheres, a única possibilidade de medalha está restrita à equipe de K4-500m. CICLISMO. A Bielorrússia obteve uma medalha de prata no mundial de 2011, mas será difícil repetir o resultado enfrentando o Reino Unido e a Austrália em solo britânico. Entre os homens, não há chance de medalha. Entre as mulheres, a situação é um pouco diferente. Olga Panarina é uma forte concorrente nas provas de velocidade e de keirin, mas terá pela frente outras fantásticas adversárias, havendo dúvida se realmente chegará ao pódio. ESGRIMA. A Bielorrússia obteve uma medalha de prata no mundial de 2011 e poderá repetir o feito em Londres-2012. As chances do país estão nas provas masculinas de sabre, com destaque para a disputa por equipes. Individualmente, chances remotas de pódio, talvez com Dmitri Lapkes. FUTEBOL. A equipe masculina da Bielorrússia conseguiu se classificar para os Jogos Olímpicos de 2012 ao ficar em terceiro lugar no campeonato europeu sub-21 em 2011. Entretanto, o país não deverá ir muito longe nos Jogos. GINÁSTICA. A Bielorrússia não obteve qualquer medalha no mundial de 2011. O país já teve grandes ginastas, mas vive uma grande crise na modalidade e parece improvável a conquista de medalha, embora tenha algumas chances, entre os homens,  com Dmitriy Kaspiarovitch, no salto, e, entre as mulheres, na ginástica rítmica, com Lyubov Tcharkashyna e Melitina Staniouta (individual) e com a equipe. HANDEBOL. Sem chance de medalha. HIPISMO. A Bielorrússia não obteve medalha no campeonato mundial de 2010. Entretanto, na prova de concurso completo, possui limitadas chances de pódio com Aliaksandr Faminou. HÓQUEI SOBRE A GRAMA. Sem chance de medalha. JUDÔ. A Bielorrússia não obteve medalha no mundial de 2011, mas possui alguma chance de pódio em Londres-2012. Ihar Makarau, campeão olímpico em 2004, na categoria até 100 kg, tentará outra medalha, dessa vez na categoria acima de 100 kg. LEVANTAMENTO DE PESO. A Bielorrússia obteve uma medalha de ouro no mundial de 2011. Em Londres-2012, poderá repetir o feito. A grande esperança de medalha do país está com Nastassia Novikava (58 kg) na competição feminina. Entre os homens, Andrei Aramnau (105 kg) é o principal favorito ao pódio, embora tenha estado ausente dos rankings mundiais nos últimos anos. LUTA GRECO-ROMANA. A Bielorrússia teve uma boa participação no mundial de 2011 ao obter 2 medalhas, 1 de ouro. Em Londres-2012, poderá repetir o feito. Elbek Tazhyieu (55 kg) e Alim Selimau (84 kg) são fortíssimos candidatos ao pódio, embora a modalidade sempre reserve surpresas. Tsimafei Dzeinitchenka (96 kg)  também aspira a uma medalha. LUTA LIVRE. A Bielorrússia obteve 3 medalhas, 1 de ouro, no campeonato mundial de 2011 e poderá melhorar sua participação em Londres-2012, embora a concorrência na modalidade seja fortíssima. Entre os homens, as maiores esperanças de medalha estão com Alexei Shemarov (120 kg) e Ruslan Sheikau (96 kg). Entre as mulheres, Vasilisa Marzaliuk (72 kg) poderá chegar ao pódio. NADO SINCRONIZADO. Sem chance de medalha. NATAÇÃO. A Bielorrússia obteve uma medalha de ouro no campeonato mundial de 2011. Porém, é pouco provável que consgia repetir o feito em Londres-2012. Entre os homens não há qualquer chance de medalha. Entre as mulheres, Aliaksandra Herasimenia (50m e 100m) poderá brigar por medalha nas provas de nado livre e tentará repetir sua vitória do mundial de 2011 na prova de 100m. PENTATLO MODERNO. Sem chance de medalha. PÓLO AQUÁTICO. Sem chance de medalha. REMO. A Bielorrússia obteve uma medalha de prata no mundial de 2011. Em Londres-2012, poderá novamente chegar ao pódio, já que Yekaterina Karsten, na prova individual de esquife, poderá conquistar sua sexta medalha olímpica, a quinta na prova. De 1996 a 2008, ela vem se mantendo no pódio, com medalhas de ouro em 1996 e 2000. Em 1992, obteve medalha com a equipe de esquife quádruplo da antiga URSS. Não há nenhuma outra chance de pódio para o país. SALTOS ORNAMENTAIS. Sem chance de medalha. TAEKWONDO. Sem chance de medalha. TÊNIS. A Bielorrússia possui uma grande chance de medalha com Viktoria Azarenka, terceira colocada em Wimbledom em 2011 e líder do ranking mundial por algum tempo na prova feminina de simples. TÊNIS DE MESA. Vladimir Samsonov, entre os homens, possui chances remotas de medalha na prova individual. TIRO AO ALVO. A Bielorrússia obteve 2 medalhas, 1 de ouro, no mundial de 2010. Poderá manter seus resultados, embora haja uma grande imprevisibilidade nas provas de tiro. Entre os homens, a grande esperança de medalha deverá ser o regularíssimo Sergey Martynov (carabina deitado). Mas não se pode esquecer Konstantin Lukashik (pistola de ar), campeão olímpico na pistola livre em 1992. Entre as mulheres, Viktoria Tchayka (pistola de ar) é a única esperança de medalha. VELA. A Bielorrússia não obteve medalha no mundial de 2011, mas possui uma remota possibilidade de medalha com Tatyana Drozdovskaya na classe feminina Laser Radial. VOLEIBOL. Sem chance de medalha. VOLEIBOL DE PRAIA. Sem chance de medalha.          

segunda-feira, 4 de junho de 2012

ESPANHA



ESPANHA

A Espanha é um dos países que mais evoluíram na história olímpica a partir dos anos 80. Suas campanhas anteriores foram completamente ridículas, tendo conquistado como melhor resultado numa única edição dos Jogos, até 1976, inclusive, apenas 2 medalhas, nos anos de 1920 e 1976. Porém, a partir dos anos 80, com a ajuda dos boicotes, melhorou seus desempenhos, com um recorde de 6 medalhas em 1980 e com a conquista de 5 medalhas em 1984 e 4 em 1988. Entretanto, a grande revolução do esporte espanhol ocorreu quando o país sediou os Jogos de 1992 em Barcelona e conquistou o incrível total de 22 medalhas, 13 de ouro, praticamente o mesmo número de medalhas que havia conquistado em toda sua história olímpica. Mais importante do que a própria conquista em si, foi o fato da Espanha ter atingido um padrão e a partir de então ter mantido bons desempenhos nas edições olímpicas seguintes, com 17 medalhas em 1996, 11 em 2000, 19 em 2004 e 18 em 2008. Podemos afirmar que o grande legado dos Jogos de Barcelona para a Espanha foi a elevação do seu nível esportivo dentro dos Jogos Olímpicos. Em Londres-2012 os bons desempenhos deverão continuar pois o país obteve 17 medalhas nos mundiais que antecederam os Jogos de 2012, com destaque para a Canoagem, 3 medalhas, o Taewkondo, 3 medalhas, e a Vela, 2 medalhas. Passaremos à análise das probabilidades de pódio da Espanha nos Jogos Olímpicos de 2012. ATLETISMO. A Espanha obteve apenas uma medalha de bronze no mundial de 2011, mas poderá melhorar seu resultado em Londres-2012. Entre os homens, as maiores chances de medalha estão com Yennifer Casañas (disco) e Jesús Angel García (marcha de 50km). Entre as mulheres, Natalia Rodríguez (1500m), Marta Domínguez (3000 com obstáculos) e María Vasco (Marcha de 20 km) reúnem as maiores probabilidades de pódio. BADMINTON. Sem chance de medalha. BASQUETEBOL. A Espanha obteve uma medalha de bronze no mundial de 2010, com a equipe feminina. Para Londres-2012, a equipe masculina é forte candidata à conquista de uma medalha, enquanto a feminina também poderá surpreender, embora tenha menores chances do que a masculina. BOXE. Sem chance de medalha. CANOAGEM. A Espanha obteve 3 medalhas, nenhuma de ouro, no mundial de 2011. Entre os homens, suas maiores esperanças de pódio estarão com Alfonso Benavides (C1-200m) e David Cal (C1-1000m). Na divisão feminina, Maialen Chourraut (K1-slalom) poderá chegar ao pódio. CICLISMO. A Espanha não obteve medalha no campeonato mundial de 2011, mas poderá chegar ao pódio em Londres-2012. Entre os homens, as maiores possibilidades de medalha estarão com Samuel Sanchez, nas disputas de estrada e contra o relógio, e José Hermida, no mountain-bike. Entre as mulheres, Leire Olaberria possui alguma possibilidade de pódio na prova de omnium. ESGRIMA. Sem chance de medalha. FUTEBOL. A Espanha foi campeã europeia no torneio masculino sub-21 em 2011 e ingressa como forte candidata a uma medalha no torneio olímpico de Londres. A equipe feminina não se classificou para os Jogos. GINÁSTICA. A Espanha não obteve qualquer medalha no campeonato mundial de 2011 e dificilmente chegará ao pódio em Londres-2012. HANDEBOL. A Espanha obteve medalhas de bronze nos torneios mundiais de 2011 tanto na disputa masculina quanto na feminina. Em Londres-2012, poderá repetir este excelente desempenho. HIPISMO. A Espanha não obteve medalha no mundial de 2010, mas possui possibilidades remotas de medalha nas provas de adestramento. Juan Manoel Diaz ficou entre os melhores do mundo no mundial de 2010 na prova individual de adestramento. HÓQUEI SOBRE A GRAMA. A Espanha não obteve medalha no mundial de 2010, mas poderá disputar uma posição no pódio na competição mesculina em Londres-2012. JUDÔ. A Espanha obteve uma medalha de bronze no mundial de 2011. Em Londres-2012 poderá novamente chegar ao pódio. Entre os homens, Sugoi Uriarte (66 kg) poderá obter medalha. Já entre as mulheres, as chances de pódio são maiores, principalmente com Oiana Blanco (48 kg) e Ana Carrascosa (52 kg). LEVANTAMENTO DE PESO. A Espanha não obteve medalha no mundial de 2011, mas possui uma pequena chance de medalha com Lidia Valentin na prova feminina até 75 kg. LUTA GRECO-ROMANA. Sem chance de medalha. LUTA LIVRE. A Espanha não obteve medalha no mundial de 2011 na modalidade, mas possui uma chance de pódio com Maider Unda na divisão feminina até 72 kg. NADO SINCRONIZADO. A Espanha obteve uma medalha de bronze no mundial de 2011, na prova de dueto. Em Londres-2012 poderá obter medalha tanto na disputa no dueto quanto na de grupo. NATAÇÃO. A Espanha não obteve qualquer medalha no mundial de 2011, mas possui algumas possibilidades de chegar ao pódio, principalmente nas disputas femininas. Entre os homens, as maiores chances de medalha estão com Aschwin Wildeboer (100m), no estilo costas, e Rafael Muñoz (100m), no estilo borboleta. Francisco Hervas (10 km) possui alguma chance de medalha no estilo livre. Entre as mulheres, as possibilidades de medalha são muito maiores. No estilo livre, Mireia Belmonte (400m e 800m) poderá chegar ao pódio, assim como Erika Villaecija (800m). No estilo medley, Mireia Belmonte (200m, 400m) é uma forte concorrente ao pódio. PENTATLO MODERNO. Sem chance de medalha. PÓLO AQUÁTICO. A Espanha não obteve medalha no mundial de 2011, mas possui chance de medalha no torneio masculino. No feminino, será zebra. REMO. Sem chance de medalha. SALTOS ORNAMENTAIS. Sem chance de medalha. TAEKWONDO. A Espanha obteve 3 medalhas, 1 de ouro, nas provas do mundial de 2011. Deverá realizar uma excelente campanha em Londres-2012. Joel Gonzales (58 kg) é candidatíssimo à medalha de ouro em sua categoria e Nicolás García (80 kg) também é um forte aspirante ao pódio. Entre as mulheres, Brigitte Yagüe (49 kg) também é forte candidata a uma medalha. TÊNIS. A Espanha obteve uma medalha de prata no torneio de Wimbledom em 2011, o que serve de referência para os Jogos Olímpicos, já que as disputas ocorrerão naquele local. Entre os homens, Rafael Nadal, campeão olímpico de 2008, poderá conseguir o bicampeonato, bem como poderá também ajudar seu país na disputa em duplas. Entre as mulheres, uma medalha na disputa em duplas não está descartada. TÊNIS DE MESA. Sem chance de medalha. TIRO AO ALVO. A Espanha obteve uma medalha de ouro no mundial de 2010. Em Londres-2012, terá condições de melhorar seu desempenho. Entre os homens, Jorge Llames (pistola de tiro rápido) poderá surpreender, mas as melhores chances de medalha estarão com Alberto Fernandez (fossa olímpica) e Juan Jose Aramburu (skeet). Entre as mulheres, chances remotas de medalha. TIRO COM ARCO. Sem chance de medalha. TRIATLO. A Espanha não obteve medalha no mundial de 2011, mas possui condições de chegar ao pódio em Londres-2012, principalmente com Javier Gomez, entre os homens. Já as mulheres, não possuem chances de medalha. VELA. A Espanha obteve 2 medalhas, uma de ouro, no mundial de 2011. O país é uma força na modalidade e poderá melhorar seu desempenho nos Jogos Olímpicos de Londres. Suas maiores chances de medalha estarão com Rafael Trujillo (finn) e a dupla Martínez-Fernández (49er) na divisão aberta, e com Blanca Manchon ou Marina Alabau (Prancha) e a dupla Pacheco-Betanzos (470) entre as mulheres. VOLEIBOL. Sem chance de medalha. VOLEIBOL DE PRAIA. A Espanha não obteve medalha no mundial de 2011, mas aspira a uma medalha olímpica no torneio masculino com a dupla Herrera-Gavira.     

sábado, 2 de junho de 2012

CANADÁ



CANADÁ

O Canadá é um país de participação relativamente razoável dentro dos Jogos Olímpicos. Em poucas ocasiões teve um papel de destaque dentro do quadro de medalhas, mas consegue ganhar suas medalhas a cada edição. No período compreendido até 1948, anterior à Guerra Fria nos Jogos Olímpicos, o Canadá teve uma participação regular, alternando resultados expressivos com atuações discretas. Seus melhores desempenhos ocorreram em 1908, com 16 medalhas, 1928 e 1932, em ambas as ocasiões com 15 medalhas, embora na edição de 1932 tenha sido favorecido pela ausência de vários competidores dos países da Europa. No período da Guerra Fria dentro dos Jogos Olímpicos, não conseguiu se destacar, mesmo tendo sediado os Jogos Olímpicos de 1976, em Montreal, ano em que obteve apenas 11 medalhas e, curiosamente, não conquistou nenhuma de ouro. De 1952 a 1972, seu melhor desempenho ocorreu em 1956, com apenas 6 medalhas. Em 1980, boicotou os Jogos de Moscou, na então União Soviética, mas em 1984, aproveitando-se amplamente do boicote dos países do Bloco Socialista aos Jogos Olímpicos de Los Angeles, nos EUA, obteve o melhor resultado de sua história ao somar 44 medalhas, 10 de ouro. Em 1988, voltou à sua realidade e obteve apenas 10 medalhas, 3 de ouro. Porém, com a queda do Socialismo e das potências do Leste Europeu, conseguiu melhorar seus resultados, chegando a 18 medalhas, 6 de ouro em 1992 e rompendo a barreira das 20 medalhas, com 22, em 1996. Posteriormente, oscilou entre 12 (2004) e 18 medalhas (2008). Em Londres-2012, poderá apresentar desempenho parecido, já que obteve 18 medalhas nos campeonatos mundiais anteriores a 2012. Natação e Remo, com 3 medalhas cada um, foram os esportes que mais medalhas garantiram ao Canadá. Passaremos à análise das possibilidades de medalha do Canadá para os próximos Jogos Olímpicos de Verão. ATLETISMO. O Canadá obteve apenas uma medalha, de prata, no campeonato mundial de 2011. Porém, possui condições de fazer uma apresentação melhor em Londres-2012. Entre os homens, Dylan Armstrong (arremesso de peso) é a maior esperança de pódio do país. Entre as mulheres, a situação é a mesma, com Priscilla Lopes-Schliep (100m com barreiras) como maior esperança de pódio. BADMINTON. Sem chance de medalha. BASQUETEBOL. Sem chance de medalha. BOXE. Sem chance de medalha, já que Mary Spencer, campeã mundial em 2010 na categoria até 75 kg não conseguiu se classificar para os Jogos. CANOAGEM. O Canadá obteve uma medalha de ouro no mundial de 2011. Em Londres-2012 poderá melhorar este resultado. Entre os homens, Adam van Koeverden (K1-1000m), Richard Dalton (C1-200m) e Mark Oldershaw (C1-1000m) poderão lutar por medalha, com Koeverden como principal destaque. Entre as mulheres não há chances de medalha. CICLISMO. O Canadá obteve 2 medalhas de ouro no mundial de 2011 e poderá repetir feito semelhante em Londres-2012. Entre os homens, Zachary Bell (omnium) é a maior opção de pódio, enquanto Tara Whitten (omnium) e Catherine Pendrel (Mountain-bike) respondem pela mesma condição entre as mulheres. ESGRIMA. O Canadá não obteve medalha no mundial de 2011, mas Sherraine Schalm, na prova feminina de espada, conseguiu uma medalha de prata no mundial de 2009. Dessa forma, Schalm é a maior aposta do Canadá para chegar ao pódio. FUTEBOL. O Canadá classificou sua equipe feminina para os Jogos Olímpicos, mas suas chances de medalha são remotas. GINÁSTICA. O Canadá obteve uma medalha de prata no mundial de 2011, na competição de trampolim. Em Londres-2012, as chances de medalha do país estarão novamente no Trampolim, com Jason Burnet, entre os homens, e Rosannagh MacLennon e Karen Cockburn, entre as mulheres. HANDEBOL. Sem chance de medalha. HIPISMO. O Canadá obteve 2 medalhas no mundial de 2010 e poderá repetir este desempenho em Londres-2012. As maiores chances de pódio estarão com Eric Lamaze, campeão olímpico, na prova individual de saltos, mas as equipes de concurso e de saltos também poderão obter medalha. HÓQUEI SOBRE A GRAMA. Sem chance de medalha. JUDÔ. O Canadá não obteve medalha no campeonato mundial de 2011 e é improvável que chegue ao pódio em Londres-2012. LEVANTAMENTO DE PESO. Sem chance de medalha. LUTA GRECO-ROMANA. Sem chance de medalha. LUTA LIVRE. O Canadá obteve apenas uma medalha de prata no mundial de 2011, mas possui potencial para conseguir mais medalhas em Londres-2012. Entre os homens não deve conquistar medalha, mas as mulheres podem conquistar medalha com Carol Huynh (48 kg), Tonya Verbeek (55 kg) e Martine Dugrenier (63 kg). Em 2008, Carol Huynh foi campeã na sua categoria de peso. NADO SINCRONIZADO. O Canadá é tradicionalíssimo na modalidade mas vem perdendo espaço nos últimos para outras equipes, como Rússia, China e Espanha. No mundial de 2011 obteve uma medalha de bronze na disputa em grupos. Para Londres-2012, poderá ganhar medalha tanto no dueto quanto no grupo, mas sua real chance de medalha está na segunda prova. NATAÇÃO. O Canadá obteve 3 medalhas, nenhuma de ouro, no mundial de 2011 e poderá manter este desempenho nos Jogos Olímpicos de Londres este ano. Entre os homens, no estilo livre, Brent Hayden (100m) e Ryan Cochrane (1500m) são sérios candidatos ao pódio. Nas demais provas e estilos, o país não tem chances de medalha. Entre as mulheres, Julian Wilkinson (100m) e Sinead Russell (200m) poderão surpreender no estilo costas. Porém as maiores chances de medalha estão no nado de peito, com Tera van Beilen e Martha McCabe, ambas na distância de 200m. Incrivelmente, Annamay Pierse, líder do ranking mundial de 2009 e prata no mundial do mesmo ano, ficou fora dos Jogos. PENTATLO MODERNO. Sem chance de medalha. PÓLO AQUÁTICO. Sem chance de medalha. REMO. O Canadá obteve 3 medalhas, nenhuma de ouro, no campeonato mundial de Remo de 2011. Poderá manter seu desempenho nos Jogos Olímpicos de Londres-2012. Entre os homens, é forte candidato à medalha na prova de oito com. Entre as mulheres, poderá chegar ao pódio nas provas de esquife duplo leve e de oito com. SALTOS ORNAMENTAIS. O Canadá obteve 2 medalhas no campeonato mundial de 2011, mas nenhuma de ouro. Poderá melhorar seu desempenho em Londres-2012. Entre os homens, as chances de medalha estão no trampolim, tanto na prova individual, com Alexandre Despatie, como na sincronizada, com a dupla Despatie-Ross. Entre as mulheres, as chances de medalha são maiores, com Emilie Heymans e Jennifer Abel nas provas de trampolim, tanto a individual quanto a sincronizada. Nas provas de plataforma, Meaghan Benfeito, na disputa individual, e a dupla Benfeito-Filion, na sincronizada, podem chegar ao pódio. TAEKWONDO. O Canadá não obteve medalha no mundial de 2011, mas possui chance de medalha nos Jogos Olímpicos de Londres. Entre os homens, Sebastien Michaud (80 kg) poderá chegar ao pódio, enquanto Karine Sergerie (67 kg) poderá fazer o mesmo na divisão feminina. TÊNIS. O Canadá não colocou qualquer tenista entre os quatro melhores nos torneios de Wimbledom, sede olímpica do Tênis nos Jogos de 2012, no período de 2009 a 2011. Não parece provável que o país consiga medalha na modalidade. TÊNIS DE MESA. Sem chance de medalha. TIRO AO ALVO. Sem chance de medalha. TIRO COM ARCO. Sem chance de medalha. TRIATLO. O Canadá não obteve medalha nos mundiais de 2009 a 2011. Em Londres-2012 terá chances remotas de pódio com o veterano Simon Whitfield, entre os homens. VELA. O Canadá não obteve qualquer medalha no mundial de 2011. Em Londres-2012 deverá continuar o jejum de pódio. VOLEIBOL. Sem chance de medalha. VOLEIBOL DE PRAIA. Sem chance de medalha.         

HOLANDA



HOLANDA

A Holanda é um tradicional participante olímpico, mas não chega a ter a mesma expressão de outras forças como Suécia, Reino Unido, Alemanha, Itália, França ou Hungria. Ainda assim, enriquece a história olímpica com a atuação de seus atletas. Nos Jogos de Verão possui 245 medalhas, 71 de ouro. De 1900 a 1912, o país teve desempenhos fracos e não obteve qualquer medalha de ouro. De 1920 a 1948, apresentou bons desempenhos, com seu total de medalhas variando de 11 a 19, exceto em 1932, quando ficou com 5 medalhas. O melhor desempenho ocorreu quando sediou os Jogos em 1928, com 19 medalhas, 6 de ouro. De 1952 a 1988, a Holanda caiu bruscamente, inclusive boicotando os Jogos de 1956. Seus melhores desempenhos no período ocorreram em 1964, com 10 medalhas, e nos boicotados Jogos de 1984, com 13 medlahas, 5 de ouro. A partir de 1992, coincidentemente com o início do declínio do Leste Europeu, começou a melhorar e atingiu seu recorde de medalhas na edição de 2000, com um total de 25, sendo 12 delas de ouro. As modalidades que mais contribuíram para o bom desempenho holandês na história dos Jogos foram a Natação (53 medalhas) e o Ciclismo (40 medalhas). Cumpre lembrar que a Holanda é uma das maiores potências do mundo na patinação de velocidade (82 medalhas), modalidade dos Jogos de Inverno e a que mais lhe deu medalhas na história olímpica. Em Londres-2012, poderá realizar uma boa apresentação e novamente chegar à casa das 20 medalhas. Nos mundiais que antecederam os Jogos de 2012, a Holanda obteve um total de 20 medalhas, 5 de ouro, e possui condições de repetir esse desempenho em Londres. A Natação, com 5 medalhas, e a Vela, com 3, foram seus melhores esportes. Passaremos à análise das possibilidades da Holanda para os Jogos Olímpicos de Londres-2012. ATLETISMO. A Holanda não obteve nenhuma medalha no mundial de 2011 e deverá ficar sem medalha também em Londres-2012. Entretanto, entre os homens, há possibilidades remotas de medalha no lançamento de disco, com Rutger Smith e Erik Cadee, e no decatlo, com Eelco Sintnicolaas. Já entre as mulheres não há chances de medalha. BADMINTON. Sem chance de medalha. BASQUETEBOL. Sem chance de medalha. BOXE. Sem chance de medalha. CANOAGEM. Sem chance de medalha. CICLISMO. A Holanda possui grande tradição na modalidade e no campeonato mundial de 2011 obteve 3 medalhas, nenhuma de ouro. Porém, tem potencial para obter melhores resultados em Londres-2012. Entre os homens, Teun Mulder (keirin) é a melhor opção de pódio. Entre as mulheres, a situação é melhor. Willy Kanis (velocidade e keirin), Kirsten Wilden (omnium), Marianne Vos (estrada) e Lieke Klaus (BMX) poderão chegar ao pódio. ESGRIMA. A Holanda obteve uma medalha de prata no mundial de 2011 com Bas Werwijlen na espada individual. Ele continua sendo a única opção de medalha do país na modalidade. FUTEBOL. Sem chance de medalha. GINÁSTICA. A Holanda não obteve nenhuma medalha no campeonato mundial de 2011, mas possui algumas possibilidades de pódio para os Jogos de 2012. Entre os homens, há apenas uma vaga disponível e ela deve ficar com Epke Zonderland, candidato a uma medalha na barra fixa. Youri van Gelder, nas argolas, e Jeffrey Wammes, no salto, poderão ser opções na impossibilidade de Zonderland. Entre as mulheres, não há chance de medalha. HANDEBOL. Sem chance de medalha. HIPISMO. A Holanda obteve 2 medalhas de ouro no mundial de 2010, mas terá dificuldade em repetir esse resultado em Londres-2012. Adelinde Cornelissen, Edward Gal e Anky van Grunsven são fortíssimos candidatos ao pódio na prova individual de adestramento e certamente assegurarão uma medalha na prova por equipe. Em 2010, o país venceu ambas as provas no campeonato mundial, mas a equipe do Reino Unido vem evoluindo muito e foi campeã europeia em 2011. Nas disputas de salto, nomes como Jeroen Dubbeldam, campeão olímpico em 2000, e Albert Zoer, possuem chances de medalha na prova individual. Por equipes, a situação holandesa já é mais complicada. HÓQUEI SOBRE A GRAMA. A Holanda obteve 2 medalhas no campeonato mundial de 2010, bronze com os homens e prata com as mulheres. Em 2008, em Beijing, a equipe feminina ficou com a medalha de ouro e a masculina em quarto lugar. Em Londres-2012, a Holanda poderá obter medalha nas duas divisões. JUDÔ. A Holanda obteve 3 medalhas, nenhuma de ouro, no mundial de 2011. Em Londres-2008 poderá apresentar desempenho semelhante. Entre os homens, as maiores chnaces de medlaha estarão com Dex Elmont (73 kg) e Henk Grol (100 kg), enquanto Anicka van Emden (63 kg), Edith Bosch (70 kg) e Marhinde Verkerk (78 kg) aparecem como melhores apostas de pódio entre as mulheres. LEVANTAMENTO DE PESO. Sem chance de medalha. LUTA GRECO-ROMANA. Sem chance de medalha. LUTA LIVRE. Sem chance de medalha. NADO SINCRONIZADO. Sem chance de medalha. NATAÇÃO. A Holanda é uma grande força da modalidade e obteve 5 medalhas, 1 de ouro, no mundial de 2011. Em Londres-2012 poderá apresentar desempenho semelhante. Lennart Stekelenburg, no nado peito, e Joeri Verlinden (100m), no borboleta, são apostas remotas de medalha entre os homens. Entre as mulheres, a situação é completamente diferente. No estilo livre, Ranomi Kromowidjojo (50m e 100m), Marleen Veldhuis (50m) e Femke Heemskerk (200m) serão prováveis medalhistas, principalmente Kromowidjojo. E elas ainda se juntarão para tentar manter o título olímpico da Holanda na prova de revezamento 4x100m. No nado de costas, Sharon van Rouwendaal possui alguma possibilidade de pódio na prova de 200m. No estilo borboleta, Inge Dekker (100m) poderá brigar por medalha. PENTATLO MODERNO. Sem chance de medalha. PÓLO AQUÁTICO. Sem chance de medalha. REMO. A Holanda não obteve medalha no campeonato mundial de 2011, mas poderá chegar ao pódio em Londres-2012. Entre os homens, as equipes de oito com e de quatro sem leve possuem uma chance remota de medalha. Entre as mulheres, a equipe de oito com segue a mesma situação. SALTOS ORNAMENTAIS. Sem chance de medalha. TAEKWONDO. Sem chance de medalha. TÊNIS. Sem chance de medalha. TÊNIS DE MESA. Sem chance de medalha. TIRO AO ALVO. Sem chance de medalha. TIRO COM ARCO. Sem chance de medalha. TRIATLO. Sem chance de medalha. VELA. A Holanda registrou um excelente desempenho no campeonato mundial de 2011 ao somar 3 medalhas, 2 de ouro. Em Londres-2012, poderá repetir seu desempenho, mas terá pela frente a poderosa equipe do Reino Unido, que competirá em casa. As maiores esperanças de medalha da Holanda estarão com Dorian van Rijsselberghe (prancha) e Pieter-Jan Postma (Finn). entre os homens, e com Marit Bouwmeester (laser radial) e a dupla Westerhof-Berkhout (470), entre as mulheres. VOLEIBOL. Sem chance de medalha. VOLEIBOL DE PRAIA. Sem chance de medalha.